"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade" (Carlos Drummond de Andrade)

Slides e Links de Todas as Postagens

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O vizinho de Val (1ª parte)





   O sábado amanhecia radiante como são os dias típicos de verão, Valéria a quem todos chamavam de Val, se esticava toda preguiçosa na cama, aproveitando que as crianças passavam as férias na casa dos avós.   Passou a mão ao lado em busca do marido, mas...   Então se lembrou que ele fizera uma viagem de fim de semana, a fim de resolver negócios pendentes em Curitiba e só estaria de volta na segunda pela manhã.   Ela fez uma expressão de conformação e se levantou para o dia sem saber bem o que fazer para preencher seu fim de semana naquela cidadezinha de interior.   Santa Helena é uma linda e pacata cidade, sem muito que fazer.   Dirigiu-se ao chuveiro com seu esguio corpo de 30 anos que ficara ainda mais belo e curvilíneo depois da maternidade.   Foi só então que ouviu a música vinda da casa ao lado e pensou em Luiz, seu vizinho a pouco mais de um ano, um tremor percorreu seu corpo ao se lembrar de como ele sempre a olhava, fazendo-a sentir-se nua, comendo-a com os olhos sem se importar com quem estivesse por perto, pelo menos era o que ela sentia.   Ele a incomodava, mas não conseguia ser indiferente aquele homem misterioso de olhar inteligente e voz máscula, tranqüila e aveludada.   Seu corpo mostrava uma virilidade madura em seus 40 anos.   Pelo que ela sabia ele era escritor e vivia só.

   Val termina o banho e movida pela fome matinal se volta para preparar seu desjejum esquecendo-se completamente de Luiz; planeja cuidar do jardim e refazer o canteiro de hortências rosadas, isto tomaria toda sua manhã e ela não se sentiria tão só.   Depois do café, vestida em seu short jeans e camiseta de malha branca, pegou os apetrechos de jardinagem e foi para a frente da casa, ajoelhou-se e começou a remexer a terra muito absorta em sua tarefa, não percebeu que Luiz saíra e se sentara em sua varanda observando-a.  As casas quase todas divididas apenas por cerquinhas simbólicas de 20 cm de altura, permitia a Luiz total visão de Val, que sem se dar conta o deixava excitado naquela posição de quatro mexendo na terra e permitindo a ele uma visão privilegiada do decote da camiseta de alças finas.   Quando Val se ergue para observar seu trabalho e ligar a mangueira afim de regar o canteiro percebe o olhar incisivo de Luiz, seu corpo é percorrido por um tremor e um calor que toma seu rosto e desce até suas entradas.   Sem deixar tempo para ela pensar ele rapidamente se aproxima e diz:
_Bom dia, Val! (Com intimidade que ela nunca lhe dera)
_Bom dia, sr. Luiz!
_Quer ajuda para regar?
_Não Sr, obrigada!
_Seu marido não está?
_Não, Sr., ele fez uma pequena viagem e volta logo. 
Muito sem graça ela pede licença e entra, lava os utensílios e totalmente descontrolada, ainda que sem entender porque, bate com pazinha no disjuntor da bomba d’água e não sabe como, causa um curto circuito.   Agora seu nervosismo era total, a vizinhança deserta, ela sem energia elétrica.   Sem se dar conta de que estava toda molhada chegou a calçada olhando as casas e tentando imaginar a quem ela poderia pedir ajuda, mas nada lhe ocorria.   Foi quando ouviu atrás de si aquela voz que a fazia  perder o centro perguntando se ela precisava de ajuda, pois ele vira o que acontecera em sua área de serviço.   Ela tentou balbuciar alguma coisa, mas ele a conduzia com firmeza pelo braço convidando-a a entrar em sua casa e aguardar que ele procurasse por suas ferramentas.   Quando se deu conta estava sentada em uma sala bem decorada com móveis antigos, certamente adquiridos em antiquários, mas de certa forma aquele ambiente a fazia sentir-se frágil, menina.   Apesar de elegante o ambiente passava-lhe uma austeridade que lhe tirava toda a pouca segurança que ela ainda pudesse ter.   Foi quando ele pediu a ela que fizesse um café para ele enquanto ele revirava suas coisas atrás do necessário; foi mais uma imposição do que um pedido, que ela obedeceu sem argumentar.  Café quase pronto, ela sente seu cabelo sendo afastado e a voz sussurrada por trás dela dizendo que o café estava cheirando quase tão bem quanto ela.   Sentiu seu corpo prensado contra a pia pelo corpo dele e involuntariamente soltou um pequeno gemido que denunciou sua excitação, se é que era preciso.   Mesmo assim tentou esquivar-se, mas ele a pressionou ainda mais, fazendo-a sentir seu membro rijo em suas nádegas e curvando-a sobre a pia.  Ela desejava reagir, mas seu corpo não obedecia, a pressão da mão de Luiz segurando seus cabelos e forçando-a sobre a pia enquanto a outra mão explorava seu corpo tirava-lhe as forças.   Luiz a vira de frente e antes que ela dissesse qualquer coisa ele preenche sua boca com um beijo de tirar o fôlego enquanto aperta seus seios com força e desejo.   De repente ele se afasta e diz a ela que sirva o café.   A está altura ela se sente completamente perdida, seus pensamentos em desalinho, ela serve o café com mãos tremulas, deixando cair parte dele fora da xícara, sua garganta seca não consegue soltar a voz.  
   Depois do café ele a pega pelo braço e se dirige a casa dela, começa a cuidar do defeito e a certa altura diz:
_Val, você está suja e molhada, vá tomar um banho com água fria mesmo, você não pode ficar assim.
_Está bem. Responde Val, sem entender porque está obedecendo a Luiz daquele modo, já no banheiro e despida, ela hesita em entrar na água fria, mesmo estando no verão, ela sempre tomava banho morno.   Seus pensamentos estavam no homem do lado de fora da casa e finalmente ela se molha, seu corpo se contrai.  
    Depois do banho ela ouve ele dizer que gostaria muito de provar a comida de delicioso aroma que ele nunca tivera a oportunidade de conferir o sabor.
_Claro, Sr. Luiz, quando estiver pronto eu levo para o Sr.
   Aquela mulher o chamando de Sr, toda submissa e servil em seu atordoamento despertou-lhe os instintos mais selvagens. ele responde:
_Não, Val, quero que você faça em minha casa, quero apreciar suas mãos, seu jeito, os detalhes do que vai me servir e não aceito um não.
   Ela abaixa a cabeça num gesto que expressa que se deu por vencida e depois de fechar a casa se dirigem a casa dele, ele lhe apresenta a cozinha e põe Led Zepellin para tocar, comida e bebida servidas e degustadas, ela se ergue para ir embora fazendo menção de despedir-se, mas ele a prende contra a parede comprimindo-a com seu corpo e diz:
_Não, Val, você não vai sair daqui, tenho planos para você e não adianta tentar escapar, você sabe que não pode.  
   A voz de Luiz, seu cheiro, sua expressão a deixavam ainda mais atordoada do que o vinho Ch La Tour De By 2004 servido durante a refeição.   Mesmo assim ela tenta argumentar e ele pergunta em seu ouvido:
_Voce realmente quer sair?   Depois de um breve silêncio ela admite com voz quase sumida que não.
_Val, vou perguntar de novo.   Voce quer ficar?   Porque se quiser ficar vai ter que pedir.
_Quero ficar. Diz ela.
_Peça.
_Me deixe ficar, Sr Luiz?
_Esqueceu de dizer “por favor”, mas não importa, o que quero que saiba é que pra ficar vai ter que me obedecer sem perguntas, sem queixas e no final, garanto que vai ficar feliz e satisfeita.   Se sair por aquela porta nunca mais a importunarei.   Voce ainda quer ficar, Val?
_Sim, Sr Luiz, quero muito, por favor!

Dorei.

4 comentários:

Solyni disse...

Estou aqui apreenciva pela continuação!

Conde Vlad disse...

Ahhhhhhhhhhhhh Esse vizinho da VAL. KKKKKKKKKKKKKKKKKKK Quando é que tem continuação hein. rsrs...

Beijos do Conde.

O Sussurrar do Corpo disse...

Um sussurro...

Ana Casada disse...

essa historia é o maximo,,,,


bjocas

ana casada